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Delegação americana, usará mascaras em Pequim


Se depender do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, a delegação norte-americana vai ser a mais "mascarada" dos Jogos Olímpicos de Pequim. Os atletas vão usar máscaras especialmente desenhadas para enfrentar a poluição da capital chinesa.

O doutor Randy Wilber, fisiologista-chefe do USOC (iniciais inglesas do Comitê), sabe que a elite do esporte dos EUA vai fazer de tudo para melhorar a performance em meio ao ar poluído que se tornou o maior temor dos competidores na Olimpíada. "Sei que, se deixar, atleta é capaz de treinar numa garagem fechada, com o carro ligado, só para se adaptar a uma forte concentração de dióxido de carbono", disse ao jornal Washington Post em tom de brincadeira.

Afinal, inalar o gás emitido pelo escapamento de carros termina em morte. Dr. Wilber diz que existem poucas alternativas para evitar a influência do ar poluído no desempenho esportivo: "Só nos resta estimular os atletas a treinarem o maior tempo possível fora de Pequim e, assim que pisarem lá, utilizarem máscaras antes das competições."

Comitês Olímpicos de outros países, como o Brasil, Inglaterra, Suécia e Alemanha, preparam "centros de treinamentos" em lugares próximos da China. O Japão é a primeira opção. A comissão técnica da seleção brasileira de futebol vai definir onde será feita a preparação próxima aos Jogos. O técnico Dunga já disse que vai levar o time para algum lugar na Europa ou até mesmo na Ásia. "Vamos estudar as opções e ver experiências anteriores para definir o que vamos fazer", disse.

O próprio Dr. Wilber admite que estas opções provocam efeito colateral nas relações com a China. "Sabemos que a imagem de atletas usando máscaras na Vila Olímpica não fará bem aos organizadores do evento", disse. O fisiologista negou, no entanto, que o uso da proteção se estenda durante as competições. "Aí seria embaraçoso demais", afirmou.

A poluição em Pequim é o grande inimigo do governo chinês que trata a Olimpíada de 2008 com o lema de "jogos verdes". Os níveis de poluentes no ar, em um dia normal da cidade, é cinco vezes maior do que os índices considerados aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde.

Os organizadores garantem que o ar estará mais limpo a partir do início de agosto. Os Jogos começam no dia 8. Até lá e durante um mês, será utilizado um sistema de rodízio de carros, fábricas deverão permanecer fechadas e sistemas de aquecimento e luz provenientes da queima de carvão deverão sofrer redução.

Mesmo com o anúncio dessas medidas, os Comitês Olímpicos ainda acham que o desempenho dos atletas deverá ser afetado pela poluição. Os casos recentes, com a emissão de gases a todo o vapor em Pequim, são assustadores. O etíope Haile Gebrselassie, recordista mundial da maratona e bicampeão olímpico dos 10 mil metros, pode optar pela participação em apenas umas das duas provas. Ele tem problemas respiratórios. A tenista belga Justine Henin, número um do mundo, sofre de asma. Ela já expressou preocupação com os exames anti-doping, porque vai precisar usar remédios bronco-dilatadores.

O ciclista norte-americano Colby Pearce, de 35 anos, competiu nos eventos testes de Pequim no ano passado. Ele jura que viu "nuvens de poluição" dentro do velódromo. "Quando você tosse e expele muco escuro, é melhor parar por um segundo e se perguntar: ´Não tem algo errado aí?´".

Nos próximos meses, o Dr. Wilber e o USOC vão intensificar visitas a Pequim para medir índices de poluição. Além disso, vão conversar com a Comissão Anti-Doping dos Jogos sobre o que se pode fazer para autorizar atletas com problemas alérgicos e respiratórios a se medicarem antes das competições. O Comitê Olímpico dos EUA já encomendou a compra de 2 mil máscaras ao custo de 25 dólares cada uma.

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